A língua escrita utiliza-se de certos sinais gráficos para poderem expressar intensidade, emoção e pausas. Esses são elementos da oralidade que são transpostos para a modalidade por meio do que chamamos de pontuação.

Um dos grandes problemas, e que conta muito ponto, é a utilização correta da vírgula. Assim, buscamos analisar, de forma breve e objetiva, o uso dessa ferramenta.

Primeira dica em relação à vírgula, é que não separamos sujeito de predicado. Exemplos:

– Paulo comprou um carro (correto)

– Paulo, comprou um carro (errado)

Os termos repetidos também vêm separados por vírgulas. Exemplo: 

– Nada, nada, nada, nunca tinha nada.

O vocativo também vem separado por vírgulas, exemplo:

– Maria, venha cá menina!

As orações intercaladas também demandam a utilização da vírgula, exemplo:

– Não sei se eu vou à festa, respondi eu.

Os adjuntos adverbiais que iniciam as frases também utilizam a vírgula:

– Hoje, vou almoçar na fazenda

Utilizamos também a vírgula para separar datas e nomes de locais. Exemplo:

– São Paulo, 25 de dezembro de 2014.

Na elipse do verbo também se usa:

– Ela comprou um sorvete; eu, depois.

A vírgula também é utilizada para separar explicações, como:

– João, o rapaz do mercado, casou-se com Maria.

Um dos pontos que causam muita dúvida é o emprego da vírgula antes da conjunção “e”. Para usar corretamente essa pontuação, devemos ter em mente que a segunda oração do período trata-se de um sujeito ou assunto diferente da primeira, exemplo:

– A lua descia lidamente, e a noite tinha um clima agradável;

Quando temos um sujeito composto, tendo mais de três pessoas, utilizamos também:

– João, Rafael e Ricardo compraram um pequeno rancho.

– São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais são integrantes da região sudeste do Brasil.

Para quem está estudando para vestibulares ou concursos, um exercício bastante interessante de ser feito é pegar textos de revistas, jornais e livros e buscar explicação para utilização de cada vírgula, assim, você consegue aprender na prática as regras de utilização.

Por Thiago José Fernandes


Em nosso idioma há muitas palavras com som semelhantes (homófonas), porém, com escritas  diferentes (heterográficas) e que causam dúvidas a muitos estudantes e concurseiros. Assim, veremos algumas delas:

– Conserto / concerto

Conserto refere-se ao verbo consertar, no sentido de arrumar algo. Já "concerto" é uma apresentação artística de música.

– Mas / mais

O vocábulo “mas” é uma conjunção e, para não ter dúvida, eles pode ser trocado na frase pela palavra “porém”. Exemplo: ontem fui à praia, mas não entrei no mar / ontem fui à praia, porém não entre no mar.

Já o advérbio "mais" tem sentido de soma, de acrescentar: eu e mais dois amigos fomos à praia.

– Viajem / Viagem

A primeira é verbo e a segunda substantivo. Exemplo: A viagem foi maravilhosa / Que vocês viajem em paz!

– Imigrante / Emigrante

Para guardar o correto uso desses vocábulos lembrem-se de que emigrante é quem saí, imigrante é quem chega. Exemplo: Os imigrantes italianos.

–  Mau / mal

O vocábulo mau é adjetivo, portanto, é uma característica atribuída a algo ou alguém. Já "mal", grafado com a consoante "l", é um advérbio e expressa alguma circunstância, podendo, às vezes, ser advérbio de modo.

Ainda a palavra "mal" pode ser substantivo. O importante é que, quando estiver no sentido de característica, será sempre um adjetivo, sendo grafado com a vogal "u", constituindo-se no antônimo de bom.

Assento / acento

Assento é lugar onde sentamos, já "acento" refere-se a acentuação gráfica.

Coser / cozer

Coser vem de costurar e cozer de cozinhar, preparar alimentos.

Paço / passo

Paço refere-se a palácio ou imóvel oficial, já "passo" refere-se ao verbo andar.

Apreçar / Apressar

A palavra "apreçar" muitas vezes gera dúvidas quanto sua correta grafia, e a forma está correta. Apreçar tem o sentido de marcar o preço ou ajustar o preço do produto. Já "apressar" é usada no sentido de acelerar.

Cauda / calda

O vocábulo "calda" refere-se a calda de doces e sopas, já "cauda" é de animais.

Comprido / cumprido

Comprido está ligado a comprimento, longo ou curto. Já cumprido é forma de particípio do verbo cumprir.

Para se sair bem nestas questões em concurso, é sempre bom exercitar a leitura e sempre procurar conhecer os significados das palavras.

Por Thiago José Fernandes


O momento mais difícil para os estudantes é a hora de escrever uma redação. Na maioria dos concursos e vestibulares, a redação tem o mesmo peso que as questões de múltipla escolha e é neste momento, da escrita, que temos a oportunidade de mostrar nossas competências linguísticas, contudo, muitas pessoas não estão preparadas ou não se sentem preparadas o quanto gostariam.

Saber escrever é algo de extrema importância, mas, para você redigir bons textos, é essencial ter o hábito de leitura e usar todas as regras da Língua Portuguesa corretamente.

Nós sabemos que essa tarefa não é tão fácil, por isso listamos algumas dicas que podem te ajudar na hora de redigir uma redação:

– Não faça criticas sem fundamento ou sem objetivos. Se for analisar algo, se baseie em fatos e acontecimentos reais;

– Sempre apresente soluções coerentes para problemas levantados;

– Opte por uma linguagem mais simples;

Não use jargões, gírias, coloquialismo e palavrões na sua redação;

Nunca abrevie palavras: "vc", "msm","qdo", entre outras;

– Seja claro e objetivo. Não se esqueça de fazer um parágrafo para introdução, um para o desenvolvimento e um para a conclusão;

–  Se você começou a escrever um novo argumento, coloque ponto final e não vírgula;

– Não se esqueça da concordância verbal. Se o sujeito está no plural, o verbo também deverá estar;

Não repita palavras incessantemente, use sinônimos;

– Respeite o numero máximo e o mínimo de linhas estipulado;

– Capriche na letra, se você não confia na legibilidade de sua caligrafia, use a letra de fôrma;

– Escreva muitos textos antes da sua prova, isso pode te ajudar a aprimorar as técnicas de redação;

– Evite escrever períodos longos;

– Fique atento à coerência e à coesão;

– Reserve um tempo para reler o texto, pois, quando relemos nossa redação, podemos encontrar alguns erros;

–  E sempre faça essa pergunta a você mesmo: será que um leitor entenderia sobre o que estou escrevendo?

Por Raquel Alice


A Comvest, Comissão Permanente para os Vestibulares da Unicamp, irá beneficiar mais de 4.500 vestibulandos com a isenção de pagamento da taxa de inscrição para realizar o vestibular Unicamp 2015. No ano anterior, foram pouco mais de 4 mil candidatos beneficiados com essa isenção.

Os candidatos contemplados deverão consultar no site http://www.comvest.unicamp.br/vest2015/isencao/contemplados.html a lista com os nomes e o código de isenção, utilizado para realizar a inscrição sem pagar a taxa de R$ 140,00.

Os candidatos que cadastraram o número de celular para receber informações via SMS, receberão um aviso por mensagem contendo o código de isento.

As inscrições para o vestibular poderão ser realizadas entre os dias 11 de agosto e 11 de setembro, apenas pela internet. O prazo para o pedido de isenção encerrou no mês de maio.

Foram oferecidas três modalidades diferentes de isenção: 1 – para estudantes que cursaram o nível fundamental e médio em escolas públicas e são provenientes de famílias de baixa renda; 2 – funcionários da Unicamp/ Funcamp; 3 – Candidatos aos cursos de Licenciatura para o período noturno (Matemática, Pedagogia, Física, Química, Letras e Ciências Biológicas) que realizaram o ensino médio e fundamental em escolas públicas.

Na modalidade 1 foram beneficiados 3.834, na modalidade 2 foram 10 candidatos e na 3 outros 722 candidatos.

Vale lembrar que as pessoas isentas do pagamento não estão automaticamente inscritas no vestibular. A inscrição deve ser feita no mesmo período que os outros candidatos.

A isenção do Vestibular Nacional da Unicamp faz parte do Programa de Ação Afirmativa e Inclusão Social, que também prevê a possibilidade de somar pontos adicionais na nota final dos estudantes que cursaram o ensino médio em escola pública.

Os estudantes que optarem por essa opção recebem 60 pontos a mais na segunda fase, no caso de terem estudado em escolas públicas, e 20 pontos no caso de pretos, pardos e indígenas que também tenham estudado em escola pública. 

Por Jéssica Posenato





CONTINUE NAVEGANDO: