FUVEST agora dividirá vagas com participantes do ENEM e dará espaço para cotistas.

Depois de mais de um século de tradição, a renomada Universidade de São Paulo – USP confirmou a aprovação da política acerca da presença de cotistas no ingresso dos cursos ofertados pelas instituições.

No fim do mês de junho, o órgão de maior nível hierárquico da USP, o Conselho Universitário, decidiu aprovar o uso do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), que por sua vez, utiliza-se da nota do Exame Nacional do Ensino Médio para realizar a seleção de estudantes, informações essas confirmadas pela direção da USP.

Ao todo, são 11.147 vagas para ensino superior, dentre essas, 24,6 serão destinadas à estudantes que desejem ingressar via Enem/Sisu, enquanto as demais, representadas por 75,4 das vagas, serão disputadas via Fuvest, como de costume. Contudo, a proposta da inclusão de cotas prevê que cada curso tem restrição de vagas a serem ofertadas pelo Sisu, ou seja, apenas 30% das oportunidades podem ser destinadas a esse tipo de ingresso nos cursos. Para manter o cumprimento dessa determinação, a USP deve, então, reservar as vagas da Fuvest.

A meta original da Universidade era que em 2018 pelo menos metade dos aprovados na prova da instituição fossem provenientes de escola pública. Esse ano (2017) a porcentagem alcançou a marca de 36,9. A USP, a fim de cumprir a meta, mesmo tendo sido adiada para 2021, traçou planos anuais. Para o ano que vem (2018) a meta é manter os 36,9%, enquanto que para 2019 a meta sobe para 40%. Em 2020, o objetivo é que pelo menos 45% dos calouros sejam da rede pública para enfim, em 2021, as unidades alcancem os 50%.

O desafio é que cada unidade tenha uma porcentagem diferente de aprovados que vêm da rede pública, uma possui porcentagem de 50, enquanto outra está com 13 ou 40, por exemplo, portanto, nivelar têm significados diferentes para cada local.

Quem pretende prestar USP agora têm mais um meio, inclusive em cursos super concorridos como Medicina, que das 175 vagas, está destinando 50 para Enem e também fazendo uso de cotas para a seleção.

Carolina B.


A USP oferecerá cotas em seu vestibular para estudantes de escola pública e para pretos, pardos e indígenas (PPI) em todos os cursos da universidade.

A Universidade de São Paulo (USP), pela primeira vez em sua história, oferecerá cotas em seu vestibular para estudantes de escola pública e para pretos, pardos e indígenas (PPI) em todos os cursos da universidade.

O objetivo é alcançar 50% de calouros que tenham estudado na rede pública até 2021 e, imersos nesse grupo, obter 37% de estudantes PPI. Tal decisão já estará valendo para o próximo vestibular.

Quem aprovou a medida, na última terça-feira, dia 4 de julho, foi o CO (Conselho Universitário), que é o órgão máximo da USP. A instituição irá continuar com a Fuvest, que é a tradicional prova de ingresso e também com a nota do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) como métodos de entrar no ensino superior.

Cada um dos cursos poderá fazer uma reserva de, no máximo, 30% de suas vagas para que os estudantes ingressem via Enem. A inclusão dos estudantes da rede pública será feita de maneira escalonada.

No ano de 2018, o objetivo é que 37% dos ingressantes em cada faculdade sejam de escolas públicas. Já no ano seguinte, o objetivo é que essa porcentagem seja de 40% em cada curso. Para 2020, a meta é de 45% em todos os cursos e também todas as turmas da instituição. E, por fim, no ano 2021, alcançar a meta de 50% em todos os cursos e turmas. No que se refere ao porcentual de 37% de PPI, sua definição é feita de acordo com a distribuição populacional por raça no Estado de São Paulo, que é medida pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Essa distribuição de cotas será realizada entre Enem e Fuvest, isto é, as metas irão considerar as reservas de vagas feitas na soma das duas formas de ingressas na universidade. Por meio da nota do Enem, o estudante utiliza o Sisu (Sistema de Seleção Unificada), na plataforma do Ministério da Educação que faz a reunião de vagas voltadas para o ensino superior público.

A primeira proposta da reitoria da USP não deixava fixa uma reserva de vagas específica para PPI. Essa questão foi muito criticada por docentes e alunos na reunião do Conselho Universitário.

Depois de anos de pressão tanto dentro e quanto fora da comunidade universitária, a Universidade de São Paulo é a última, entre as estaduais, que aderiu às cotas. A Unicamp fez a aprovação da reserva de vagas em maio de 2017 e a Unesp aprovou em 2013. No que se refere ao ensino superior federal, as cotas são utilizadas desde 2012.

Por Iris Gonçalves


A Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) ampliou para 40% a quantidade de reserva de vagas para cotistas em 2015. Isso foi decidido através do Conselho Universitário (Consun) da instituição, uma vez que os vestibulandos agora podem ingressar na graduação por meio do vestibular e do Sistema de Seleção Unificada (Sisu). Todavia, a decisão ainda prevê que esse índice chegue a 50% nas seleções de 2016, através de determinação de lei federal.

Cabe lembrar que a ampliação na reserva de vagas é válida para ambas as formas de ingresso de vestibular do próximo ano. Assim, ele continua com 70% das vagas e o Sisu com as 30% restantes. Essa proporção respeita a quantidade de cotas estipulada dentro de cada seleção. No ano de 2012, o Consun havia rejeitado o projeto que aumentava a quantidade de reserva de vagas para cotistas. Contudo, um grupo da instituição que estuda as políticas afirmativas teve a ideia de propor esse índice de cotas, o que resultou em um grau satisfatório por parte dos estudantes. A universidade afirma, ainda, que o objetivo da decisão é adequar os processos de ingresso à Lei Federal que exige ampliação gradual do índice de vagas reservadas para 50% até 2016 em todas as instituições federais de ensino.

Entretanto, é importante ressaltar que o candidato precisa aprimorar o conhecimento e estudar com afinco para ser aprovado no vestibular, pois para conseguir uma vaga na instituição é necessário passar por um processo seletivo ou então ter obtido uma boa nota no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e com isso, se inscrever no Sisu.

A cada ano que passa a tendência é que a quantidade de inscritos nos vestibulares aumente. Todavia, o governo também tem investido nessa área e nos últimos meses abriu várias instituições para níveis de graduação e cursos tecnológicos, o que favoreceu a qualificação de diversas pessoas para o mercado de trabalho.

Por Luciana Viturino





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