Enem 2019 pode ter Provas Específicas




Mudanças podem ocorrer devido ao Novo Ensino Médio.

Assunto que tem gerado muita discussão entre professores e alunos, o novo ENEM já começa a traçar mudanças significativas que variam de cada candidato que prestará o exame futuramente.

De acordo com o novo modelo, o exame passará a ser realizado em duas grandes e importantes etapas. A primeira já conhecida por muitos, seriam as provas gerais, ou seja, Linguagens, Matemática, Ciências da Natureza e a uma novidade, a Formação Técnica e Profissional.


O segundo dia ficará por conta da necessidade do candidato de escolher sua carreira no mercado de trabalho, em outras palavras, o estudante realizará a prova de acordo com as matérias preferidas, tendo assim as chances de entrar em uma universidade com mais facilidade.

Prós

Um dos temas que possibilitam a discussão aberta é justamente a escolha de cada candidato, no que se sente mais facilidade. A atual prova exige conhecimentos que o futuro universitário precisa ser ‘convencido’ a estudar mesmo não tendo tanta afinidade, tornando o exame mais difícil e complicado de ser passado e entendido da melhor forma possível.

Este sistema pode ajudar o candidato a tornar a educação brasileira mais competitiva com os chamados países de primeiro mundo e até mesmo se alinhar no ranking da educação em comparação com nossos vizinhos sulamericanos.


Contras

Para pessoas que já terminaram a faculdade ou que estão iniciando sua carreira acadêmica, seria um tanto complicado ter repassado tamanho conteúdo.

Neste sistema pode se tornar mais fácil o nível da prova e aumentar ainda mais a concorrência em níveis de afinidade e não em seu geral, o que é bastante complicado em nossa sociedade.

Um dos problemas analisados é justamente a capacidade que o aluno poderá ter ao realizar a prova, pois vai exigir que essa ‘afinidade’ tenha uma obrigação mais do que extrema de passar no ENEM e consequentemente se dar bem no mercado de trabalho.

O termo geral passará a ser específico, tornando matérias complicadas como exatas (a maioria dos estudantes preferem evitar), apenas um grupo de palavras, deixando de ser ‘obrigada’ e passando a ser apenas complementar.

Outras considerações

Vale lembrar que muitos estudantes reclamam da prova ser longa e extensa, com leituras complicadas e as famosas pegadinhas são um problema a parte dos candidatos como num todo, exigindo um nível de ambiguidade e solução de modo prático e rápido, já que em média temos apenas 3 minutos para resolver cada questão.

Não adianta tentar solucionar o modelo de aprendizado, sendo que o peso maior está no próprio berço e história que o país carrega. É válido alternativas, mas se os primeiros contatos (creche e escola) não dão aval necessário para melhorar o cenário educacional de nosso país, será complicado de adotar um sistema que permite um comodismo a parte dos estudantes nos seus diferentes níveis de conhecimento.

Um dos passos para mudar tal situação é utilizar técnicas que estimulem raciocínio rápido, leituras de grandes textos contextualizadas de maneira mais eficiente, mapas mentais, sudoku e kakuro (matemática principalmente em operações simples), gibis, textos teatrais, folclore, fábulas para estimularem possíveis soluções para histórias indecifráveis como Dom Casmurro e Memórias Póstumas de Brás Cubas.

Educação a distância

Outro problema apresentado é que os estados poderão oferecer 30% do conteúdo a distância, o que pode acarretar mais problemas do que benefícios.

O comodismo e a falta de disciplina por grande parte dos alunos serão um problema a mais para ser solucionado. O professor é visto como bandido, ou seja, está lá para apenas passar o conteúdo e não como instrutor.

Boa parte das regiões mais afastadas, principalmente de regiões ribeirinhas ou lugares de difícil acesso, não tem condições de ter uma internet adequada, podendo ter dificuldades de aprendizado com uma frequência indesejável ao cenário nacional.

A diminuição das relações com outras pessoas seria um outro grande problema, diminuindo a interação e aumentando a participação dos estudantes no cenário digital, tornando frios e insensíveis nas questões sociais que são necessárias no quesito aprendizado, princípios, ética, moral, além de se tornarem irredutíveis a opiniões adversas as suas, o que já vem acontecendo com uma certa frequência indesejável.

A formação básica terá 1.800 horas, enquanto 1.200 serão para o ensino médio.

Resta saber se essa mudança surtirá efeito no futuro para quem sabe melhorar a educação de nosso país, como também ajudando a preservar os velhos tempos deixados antes deste novo modelo entrar em vigor.

Thalles Cakan



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