Intercâmbio no Ensino Médio – Quanto Custa e Como Planejar




Saiba aqui mas detalhes sobre o Intercâmbio durante o Ensino Médio.

Sonho de muitos jovens, mas principalmente dos pais, um período de estudos no exterior pode ser uma experiência fundamental na vida de um estudante. Uma das modalidades mais procuradas de intercâmbio é o que ocorre durante o High School, atendendo alunos do Ensino Médio com idades que variam entre 14 e 18 anos. Este intercâmbio pode durar 06 meses ou período superior.

Todavia, para enviar os filhos para essa experiência é preciso planejamento. As famílias devem fazer intensas pesquisas sobre o tema, encontrar uma agência e analisar as possibilidades oferecidas. Em média, esse processo pode durar entre 18 e 24 meses.


Destino

A primeira decisão deve ser sobre qual será o destino em que o estudante realizará o intercâmbio. Essa escolha irá influenciar na escolha da agência que será contratada. E, claro, é um ponto de partida fundamental. A língua em que o estudante fará imersão, os costumes, o tipo de instituição de ensino… são vários os fatores que serão definidos por esta escolha. Muitos pais não só escolhem o país como também a região, o tipo de ensino e em qual instituição de ensino o filho deverá estudar.

Orçamento

O destino, evidentemente, não é uma escolha exclusiva do gosto dos pais. O orçamento também é fundamental para definir esse tema. Há países cujo custo para enviar um estudante é mais alto, como Noruega e Suíça. Já Estados Unidos, Austrália e Canadá são destinos mais acessíveis.

A variação nos orçamentos é grande quando se trata de intercâmbio. Períodos de imersão de seis meses podem custar a partir de R$ 35 mil. Já períodos maiores, tal como escolas e regiões mais caras podem fazer o pacote de intercâmbio custar até R$ 500 mil.


As agências comumente fecham o preço do intercâmbio no momento da assinatura do contrato. Portanto, os pais irão arcar com um valor pré-definido, em reais. Independente de fatores externos, como a variação do câmbio, o valor pago será o acordado no documento. Ainda assim, é recomendável que os pais enviem uma mesada aos filhos de US$ 400,00 aproximadamente, para que eles possam arcar com despesas eventuais.

Tipo de escola

O custo da experiência terá variação também de acordo com a instituição de ensino escolhida. Escolas públicas, geralmente mais tradicionais, impactarão menos no valor do pacote, uma vez que não haverá gastos com mensalidade escolar. É uma escolha muito comum para famílias que enviam os filhos para o intercâmbio com o objetivo de que eles obtenham fluência na língua inglesa. Quando os pais têm algum interesse diverso no período, como preparar os filhos para um curso específico ou ter contato com um determinado tipo de ensino, é mais comum a busca por uma instituição de ensino particular.

Escolas particulares também costumam ter mais atividades extras e um direcionamento específico em seu ensino. Como muitas delas possuem dormitórios para seus estudantes, os alunos irão permanecer lá praticamente de forma integral.

Enviar o filho para uma escola particular, evidentemente, sai mais caro. Inclusive, por serem muito requisitadas, é comum haver listas de espera. Dessa forma, os pais deverão se programar com maior antecedência.

Tempo

O intercâmbio é o com duração de 06 meses, principalmente por ter um valor menor. Mas há também quem prefira o intercâmbio de 01 ano, para os filhos vivenciarem um período letivo completo na experiência. Há ainda a possibilidade de estender ainda mais o período, até completar 03 anos.

Documentos

Além desses aspectos, há assuntos burocráticos que deve ser observados antes de enviar os filhos para o intercâmbio. Além do passaporte, item necessário para deixar o país, há o visto, autorização para entrar no destino escolhido. Os vistos mais comuns para os intercambistas são os de tipo F1 e J1.

Idade

Outro aspecto que merece ser cuidadosamente planejado é a idade para enviar o estudante no intercâmbio. Os que vão mais tarde, no último ano do Ensino Médio, terão maior maturidade para lidar com a experiência. Todavia, eles retornarão ao Brasil já no momento de prestar vestibular e talvez não terão a preparação ideal para fazer a prova.

Por outro lado, enviar o filho antes, nos primeiros anos do Ensino Médio, não tem tanto impacto na preparação para ingressar no ensino superior. Entretanto, talvez a maturidade do jovem não seja ideal para aproveitar o período no exterior da melhor maneira. Dessa forma, é fundamental planejar e, sobretudo, conhecer os objetivos e perfil de seu filho.

Por Luís Fernando Santos



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